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Religião

Festa, Santa, Padroeira, Procissão


A PADROEIRA E SUA FESTA

Pesquisa e texto: Sergio Willians

A festa de Nossa Senhora

Desde o episódio da invasão pirata, em 1615, os santistas dedicam o dia 8 de setembro, data da natividade de Nossa Senhora do Monte Serrat, às orações e súplicas à Virgem Maria. Em 2015 serão 400 anos de devoção à santa que se tornou a padroeira da cidade de Santos. Desde aqueles idos do século XVII, os devotos sobem em romaria o Monte Serrat para prestar homenagens, levar oferendas e fazer promessas e votos à Virgem Santíssima. A festa de Nossa Senhora do Monte Serrat é a de maior tradição do povo de Santos.

As festas sempre ocorreram no alto do morro, no pequeno planalto onde se encontra a capela. A primeira vez que a imagem de Nossa Senhora do Monte Serrat desceu para a cidade foi no começo de 1887, quando estava para ser restaurada, ficando em exposição por vários dias na então igreja Matriz (a da Praça da República - veja no fascículo Religião 1). Ficou pronta na véspera da grande festa, em 7 de setembro, ocasião em que retornou ao seu posto, num dia de grande felicidade em Santos. Mais de três mil pessoas acompanharam a procissão, que foi brindada com os acordes das bandas musicais 13 de Abril, União dos Artistas e Luso-Brasileira. Ao longo dos anos, a festa manteve suas características ancestrais. O povo subia o morro em procissão e, no alto, promovia grandes festas, com exibições de grupos musicais, cantorias e desafios poéticos. Havia também demonstração de capoeira e outros tipos de diversão. No entanto, não havia organização no evento, o que propiciava o comércio de comidas e bebidas sem o menor controle de higiene.

Isso fez com que a Diocese, a partir de 1924, assumisse o controle da orientação e dos atos litúrgicos em louvor à Santa Virgem, levando, a partir daí, a procissão para a cidade, promovendo a trasladação da imagem de Nossa Senhora do Monte Serrat para a Catedral, onde permanecia à devoção dos fiéis durante todo o dia, verificando-se o retorno da imagem à capela do alto do morro no final da tarde, com maior acompanhamento e afluência da população católica. Normalmente, a procissão passa pelas principais ruas do Centro. Em algumas ocasiões, ela faz uma parada na Praça Mauá, defronte ao Paço Municipal, onde ocorre celebração campal.

Ainda nos dias de hoje, a tradicional festa de Nossa Senhora do Monte Serrat ocorre desta forma.

Nichos da Via Crucis

No caminho para o alto do Monte Serrat, pelas escadarias da Ladeira Monsenhor Moreira, existem 14 nichos de granito, com imagens de bronze, que retratam a Via Crucis. Os monumentos, inaugurados a partir de 1939, ano do centenário da elevação de Santos à categoria de cidade, foram esculpidos por Marino Fabrero e fundidas em bronze por Metelo Benedetti, ambos italianos. A ideia de construir os monumentos partiu do então diretor do jornal A Tribuna, Manoel Nascimento Júnior, que encabeçou a lista de contribuições para a viabilização das peças. O nicho número 1, chamado de “Estação Inicial da Via Crucis” foi o primeiro entregue, em solenidadeocorrida em 1 de fevereiro de 1939. Na ocasião, o monumento recebeu a benção do bispo diocesano de Santos, d. Paulo de Tarso Campos. Em 8 de setembro do mesmo ano foram inaugurados mais dois e os 11 restantes, inaugurados solenemente em 13 de setembro de 1941.

As estações, que medem aproximadamente quatro metros de altura, por 2,5 metros de largura, passaram por processo de recuperação em 2001, nos seus 60 anos de existência. A restauração foi bancada em parceria pelo Grupo A Tribuna, Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Arquivo e Memória de Santos.  

Fonte: Almanaque Santista, um boletim de curiosidades do Instituto Histórico e Geográfico de Santos
 
Apoio: Prefeitura de Santos, Fundação Arquivo e Memória de Santos e Sistema A Tribuna de Comunicação.

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