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CARRUAGENS FORAM OS PRIMEIROS TRANSPORTES COLETIVOS DE SANTOS

 

O ano de 1864 se constituiu num verdadeiro divisor de águas para os santistas, com a inauguração da estrada de ferro São Paulo Railway, que transformou o jeito de viajar entre a cidade praiana e a capital bandeirante. No dia 23 de março deste mesmo ano outra novidade iria mudar o cotidiano do município com a criação do primeiro sistema de transporte coletivo urbano. O mentor da ideia foi um comerciante italiano radicado em Santos, dono de um hotel (Casa do Campo) e de um boteco que oferecia jogos de bilhar para os clientes. Considerado um homem visionário, mas meio atrapalhado para as finanças, Luis Massoja conseguiu os recursos para seu empreendimento vendendo títulos de uma sociedade por cotas. Depois de conseguir montar o negócio com o dinheiro dos investidores, logo se deu mal, pois cobrava demasiadamente caro suas passagens. O serviço que oferecia, por meio de gôndolas (carruagens) tracionadas por cavalos, saia do Largo da Coroação (atual Praça Mauá) e ia até a Praia da Barra (Boqueirão), finalizando as viagens na porta da Casa do Campo, uma estratégia que tinha o objetivo de beneficiar seu próprio hotel. 

Fugiu com o rabo entre as pernas

O serviço de gôndolas de Luis Massoja só deu prejuízo e durou menos de um ano. Com os credores nos calcanhares, o italiano se desfez de todas as suas propriedades e fugiu da cidade, deixando muita gente brava. Durante vários meses Santos ficou sem transporte público. Só em 14 de fevereiro de 1866 é que começou a funcionar outro serviço de diligências, desta vez sob a responsabilidade de uma empresa chamada Companhia Diligências Guanabara, que fazia o mesmo o percurso de Massoja, só que com preços mais baratos. A Guanabara também montou um serviço de diligências até São Paulo, mas foi logo obrigada a suspender as suas atividades, devido ao advento dos trens. 


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