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OS BOMBEIROS DE SANTOS, BRAVOS SOLDADOS DO FO

Pesquisa e texto: Sergio Willians

A primeira corporação de bombeiros a existir em Santos foi criada ainda durante o período Imperial, no dia 9 de outubro de 1885. Era, contudo, formada por cidadãos voluntários, que atendiam a população apenas nos casos onde houvesse perigo provocado por fogo. Daí o motivo pelo qual o grupo ficou conhecido como o “Serviço de Extinção de Incêndios”. Quase cinco anos mais tarde, em 24 de fevereiro de 1890, a cidade finalmente resolveu criar e manter um Corpo de Bombeiros profissional. A corporação pioneira era composta por dez heroicos homens, escolhidos entre aqueles que não se intimidavam diante de grandes incêndios. A turma não tinha muita tecnologia. Eles encaravam o fogo munidos tão somente de algumas poucas mangueiras, bombas manuais, baldes e machadinhas.

O Castelinho

Era o dia do 87º aniversário da Independência do Brasil. Isso sem falar que faltavam pouco mais de dois meses para as comemorações dos 20 anos da Proclamação da República. A cidade de Santos, que atuara firme e de forma decisiva pela independência, assim como também na implantação do regime republicano, estava radiante e vivia intensas transformações. Não muito antes, em abril, os santistas festejaram a inauguração dos serviços de bondes elétricos, que proporcionariam um novo impulso na ocupação urbana. Também não se falava em outra coisa que não no elogiado projeto de saneamento da cidade, executado a todo vapor pela equipe do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Porém, aquele 7 de setembro de 1909 estava reservado para a celebração aos bravos soldados do fogo. Embora estivessem instalados no belo edifício de estilo eclético desde o dia 26 de agosto, a entrega oficial do presente aos bombeiros não poderia acontecer em outra data, pelo simbolismo que permeia os homens de valor e os espíritos de independência e patriotismo. Desta forma, a edificação, que fora projetada pelo engenheiro alemão Maximiliano Emílio Hehl, o mesmo que elaborara o desenho da Catedral de Santos, se tornou palco de grande festa naquela manhã de terça-feira.

Ao longo dos anos o grupo foi aumentando e se tornando parte indispensável na vida dos santistas. Foram essenciais em momentos como no 1º de maio de 1915, quando a cidade foi fortemente castigada por um furacão ou durante a epidemia de “gripe espanhola”, de 1918. Nestes dois momentos os homens de fogo se tornaram heróis sociais, atuando em trabalhos de resgate e humanitários. Outros grandes trabalhos dos primeiros anos da corporação foram no grande incêndio dos armazéns da Companhia Docas de Santos, em 1919 no desastre do funicular do Morro da Nova Cintra, em 29 de maio de 1922 e na catástrofe do Monte Serrat, onde houve deslocamento de barreira, no dia 10 de março de 1928.

Em 4 de fevereiro de 1947 a corporação deixou de ser subordinada ao Município e passou a fazer parte da Força Pública do Estado, tornando-se organização militar. Em 1969, o Corpo de Bombeiros foi novamente incorporado, desta vez à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Depois de diversas transformações e mudanças de denominação, foi em 1975 que, finalmente, passou a denominar-se 6º Grupamento de Incêndio, tendo o seu efetivo elevado para 720 homens.

Hoje, passados 100 anos da ocupação da nova casa, o Corpo de Bombeiros não está mais no “Castelinho” da Avenida Senador Feijó, mas na Avenida Conselheiro Nébias, 184. O imponente edifício foi recuperado e abriga a nova Câmara Municipal.    

Fonte: Almanaque Santista, um boletim de curiosidades do Instituto Histórico e Geográfico de Santos
 
Apoio: Prefeitura de Santos, Fundação Arquivo e Memória de Santos e Sistema A Tribuna de Comunicação.

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